Eu não estou morto e nem o RPG

Aqui está a ficha e o que temos até agora no livro do RPG: Espero que não tenha perdido as esperanças

Se quiserem podem editar o livro e a ficha e enviar pro email “themadheaven@gmail.com” ou pelo Discord “Hebi_TMH#2611”, vou ver as melhorias que fizerem. Agradeço desde já a toda contribuição e me desculpo pelo material de baixa qualidade e demora pra postar isso.

Estou trabalhando nisso ainda, não coloquei o sistema de criação de equipamentos que eu e meu amigo fizemos.

MW 27 Sem Música No Título (por razões)

Carone: Vou ser sincera com vocês: Vocês são horríveis.
Conde, Jey, Ran e Star: …….Que?

Carone suspira, ela está no seu “jardim” com os outros e estão com os equipamentos de treinamento que pediu para Jey anteriormente. São alguns bonecos de madeira para treinamento e armas falsas.

Carone: Eu vi vocês lutando em Arcadia e vi o Jey pela TV, vocês são muito despreparados.
Jey: Aí! Eu tinha enchido meu corpo de magia preparado pra enfrentar os brothers lá!
Carone: Jey! Você quase morreu várias e várias vezes porque se descuida! Mek! Biding Sacrifice!

Um círculo aparece ao redor dele fazendo uma rocha surgir e correntes douradas o prendem na pedra.

Carone: Conde, você é um cara legal com pensamento rápido, mas não confia em nós. Eu vejo isso, você é super confiante demais. Golden Virgo 3!

Os sentidos dele são retirados tornando Conde completamente cego, sem paladar e olfato. Logo Carone se vira pra Star e esta lança um feitiço luminoso com a varinha e Carone rebate para longe com a mão, então ela gesticula fazendo a varinha voar para sua mão.

Carone: Você confia demais na sua ferramenta, acredita que sem ela é só uma humana normal, mas uma bruxa de verdade não precisa de varinha. Asten!

Star cai sentada e não consegue se levantar, Carone se vira pra Doc e Ran que estão ambos com suas mãos envoltas em seus respectivos elementos.

Carone: Hum… Vocês dois são inexperientes e só sabem usar seu Hx.

Ran ataca com uma rajada de luz e Carone se protege com a mão, então Ran já estava em suas costas com a katana na mão e um terceiro braço saindo do ombro de Carone a impediu. A outra face apareceu na nuca mostrando a língua de brincadeira.

Carone Emocional: Você é muito impulsiva e apressada. Dark Rainbow!

Ran atacou mesmo assim, porém não percebeu que estava extremamente lenta, como se o tempo tivesse parado para ela, então Carone simplesmente caminhou para Doc antes de Ran sequer alcançar onde ela estava antes.

Doc: Eu nem vou tentar nada!
Carone: E este é seu problema Doc, você desiste antes de tentar, achando que vai falhar. Você é covarde.

Carone o derrotou apenas com suas palavras o deixando cabisbaixo então foi para frente dos outros, invocou duas criaturas do tamanho de crianças feitas de madeira que colocaram Ran no lugar como um estátua que se mexe lentamente.

Carone Lógica: Eu disse. Vocês não estão preparados para enfrentar qualquer situação. Diferente de Eaters que são bestas movidas pela fome, pessoas pensam e aprendem, podem esconder segredos e confundir ou desarmar vocês.

Ela gesticulou e as armas de todos voaram até suas mãos azul turquesa, com o busto e braços da outra Carone em suas costas ela consegue segurar tudo, ambas cabeças falam em conjunto com suas mentes unidas.

Carone: O primeiro passo para se corromper é confiança. Se você confia demais no seu poder, na sua arma ou em si mesmo será corrompido pelos estes. Mas se não confiar em vocês e o que tem disponível irão ser traídos por sua própria mente, os fazendo perder por acreditar que não conseguem vencer.

Carone cancela seus psychos e bane suas magias.

Carone: Mas o mais importante, confiem nos seus amigos, acreditem neles e os ajudem, se forem seus amigos verdadeiros farão o mesmo por você.

Eles olham para ela ainda confusos sobre como agir, Carone se vira para o rosto de emocional falar diretamente com eles.

Carone: Vocês todos estão à um passo de se corromperem por seus próprios problemas, eu não posso deixar isso acontecer!
Jey: Yare yare daze… Odeio como você sempre tem razão.
Ran: É… Acho que isso foi pra ajudar a gente então… Obrigado, eu acho.
Conde: Tirar meus sentidos foi uma boa jogada, confundiu meu corpo e quase apaguei.

Por instinto, ele quase adormeceu porque foi como se estivesse no seu esconderijo, protegido na escuridão e silêncio da sua tumba.

Carone Emocional: Eu pensei em entrar na mente de vocês, com suas permissões é claro, mas da última vez não deu certo.
Ran: O que aconteceu?
Doc: Viu algo… Ruim na cabeça de alguém?

As duas cabeças suspiram e falam em uníssono.

Carone: Jey.

Todos olham para ele e o mago louco dá de ombros.

Carone Lógica: Vi vários dele mesmo, tocando e cantando em uma banda, a plateia era um monte de garotas. E três Jeys estavam vestidos de jóquei.
Carone Emocional: Eu amo meu irmão, mas tantos dele… Meus deuses, é um pesadelo!
Conde: Então o que vamos fazer afinal?
Carone Lógica: Vocês vão treinar todo dia após o torneio, eu vou supervisionar. Jey, eu confiei em você, mas claramente não tava preparado.
Jey: Qualé? Eu fui mó bem na luta, derrotei o cara!
Carone: Eu vi pela TV, você quase morreu. Os narradores já iam dar a vitória ao outro cara.
Jey: A TV mente.
Ran: Ué, você quase morreu mesmo.
Star: E trapaceou pra vencer, programou um Psycho, uma magia e um Divinita para que fossem ativados quando perdesse a consciência.
Jey: Ei, não é trapaça se não for descoberto!
Star: Eu descobri, então é trapaça.

Jey faz uma cara de desgosto ao ser contrariado ficando sem repostas.

Jey: OK! Vamos treinar mais então…
Carone: Outra coisa importante, sua ideia foi boa Jey. Usaremos sua sigilação como magia runica. Você faz em Conde e Doc, eu faço em Carone e Star.
Ran: O que farão afinal?

Carone olha pra Jey e ele entende, retirando a camisa mostrando um corpo cheio de símbolos e runas tatuados com rena sobre a pele pálida.
Star: Você é louco?!
Jey: Sim, e um gênio também.
Carone: Vamos colocar servidores nas suas roupas também.
Jey: Com a atenção de todos voltadas pra vocês e a energia psíquica residual de Psychos, irão ficar muito poderosos.
Star: Mas isso não é perigoso?! Vão se tornar conscientes e se voltar contra nós!
Jey: É por isso que que colocamos na roupa, ela será destruída em batalha junto com o servidor.

Star fica impressionada com as técnicas desses dois, sendo uma bruxa tradicional nunca teve uma ideia assim. Os outros três apenas observam sem entender muito.

Ran: Então… Podemos começar?

Todos confirmam com a cabeça e começam seu treinamento.

Spam Desgraçado!

Eu ignorei os primeiros, mas já tá ficando demais. Se alguém souber, me fala como me livrar desses miseráveis!

Isso tá pior que os spam de site porno no Instagram, tá todo dia alguém comentando no Capítulo 1 de Outra Light Novel Com Nome Grande com um link. Toda vez reporto como Spam, mas os filhos de strïrr não param.

Cara, é uma merda quando você fica feliz que alguém comentou na sua obra e quando vai ver é um spam.

Se você que tá fazendo essa merda tá lendo isso, tenho esse presente pra você.

Uma Personagem que Merece Aniversário

Sempre reconheci que eu não teria o site e nem toda visibilidade no Wattpad se não fosse todas pessoas que ajudaram, mas parando pra pensar Outra Light Novel Com Nome Grande foi o que abriu as portas para mim.

Apesar de que tinha começado com uma brincadeira despretensiosa, cresceu quase para além do meu controle como uma egregora revoltada que tenta consumir seus criadores descuidados.
Por isso que decidi comemorar o aniversário da protagonista, porque sem ela não teria essa estória, por consequência nada do que conquistei depois.

Além disso eu pensei em largar esse projeto várias vezes, porque perdi a inspiração ou fiquei com preguiça, mas como não quero ser o novo Rei dos piratas Drops, eu continuei a escrever. Eu nunca completei nada, então se algo dura 1 ano na minha mente merece reconhecimento (falando nisso o site completou 1 ano em janeiro, mas sem WiFi não pude fazer nada e já decidi que o aniversário do The Mad Heaven (Não só o site) é 31 de Outubro mesmo.)

*****

Maggie estava no centro da sala, cercada por outros personagens e seus fãs, leitores da Outra Light Novel Com Nome Grande. Todos em conjunto batiam palmas e diziam “parabains”.
Maggie emocionada sorria e chorava, ver todos ali por ela era mesmo especial.

“Muito obrigado pessoal!”

Maggie sorri para vocês e ri sem graça.

“Mas meu aniversário é só dia 5 de Fevereiro…”

Ops.
É…
Rápido, alguém edita e coloca o chapeleiro da The Mad Heaven no lugar dela!

Até logo e o que você daria de presente para Maggie?

Capítulo 34 – As Três Cidades

Seguimos a deusa em forma “lamianóide” para dentro da caverna, Klein se alegrou provavelmente pensando que era eu e então se armou com seu escudo vendo que não era, mas relaxou ao ver que estávamos juntas agora.

“Me perdoe minha deusa, tive que me levantar contra você por minha amiga.”

Ele se curvou e ela passou direto apressada para ajudar Zefferi, então ela afastou a outra curandeira hobgoblin e se aproximou de Zefferi.
Acho que ela está identificando o veneno e… Eita! Ela beijou ele!

“Caramba! O Zefferi e a deusa são namorados?”
“Goetia, não olha!”

Klein tapou os olhos de Goetia.

“Me solta seu idiota verde! Lembra onde e com quem eu morava? Já vi mais do que eu queria lá!”

Prefiro nem saber o que ela pode ter visto, só de pensar em tentáculos e demônios…
Zefferi abriu os olhos e viu a situação em que está então parece ter entendido ou não se importar. Algum tempo depois Alura se levantou com o que parecia ser o antídoto escorrendo dos lábios.

“Francamente, as vezes penso que você se envenena de propósito só para que eu precise te curar.”
“Como se eu fosse quase morrer apenas por um beijo de uma dragoa.”

Os dois riem juntos e Zefferi vê que não estamos entendendo absolutamente nada.

“Permitam-me, esta é a filha de meu bom amigo Aladromos, Kao Tomo Alura. Mais de uma vez fui salvo por ela, principalmente por falta de um bastão de herpetologista.”

Tenho a impressão de que ele é do tipo que iria alimentar crocodilos com a filha no colo. Fique longe das áraias Zeff.

“Nós… Conhecemos ela. Ela tentou me matar por heresia.”

Alura virou os olhos e Zefferi a repreendeu com o olhar, mas ela ignorou.

“Zefferi, por que estava ajudando essa planta?”
“A profecia de Arumi, além disso, estou em débito com ela e nos tornamos amigos.”
“Você cria mais débitos do que paga. Enfim, meu trabalho está feito, vou voltar para…”

A menina goblin de antes a segurou pela cauda a interrompendo, Alura se virou com raiva, mas parece perdoar por ser uma criança.

“Senhora deusa, eu não sei se você recebeu as oferendas do papai então pode por favor jantar com a gente?”

Que fofinha! Eu queria que Goetia fosse tão fofa quanto essa goblinzinha, mas fazer o que né…

“É… Claro, eu sempre recebi as oferendas. Mas posso jantar sim.”
“Vou preparar meu melhor guisado para nossa deusa!”

Klein vai buscar o caldeirão que carregamos pra fazer comida e alguns goblins ascendem a fogueira tentando mostrar para deusa o quanto são espertos por saberem usar o fogo.
Honestamente achei que a treta com a deusa seria maior dado ao tamanho do problema que arranjei.

“Plantinha, quero que saiba que apenas não te matei porque ele estava me impedindo.”

Sinto um calafrio e um medo no coração quando ela aponta para meu lado onde não havia ninguém. O pior é que agora sei de quem ela tá falando…

“Hm… Mu? Não vi você aí. Ah sim, o elfo. Pois é, terá que esperar muito se depender da sorte dele. Ela também pelo visto.”

Não seria estranho uma criança da idade de Goetia ter um amigo imaginário, mas ela está falando com uma entidade invisível!

“OK, mas não sou sua arauta. Maggie?”

Eu fico pálida por um momento.

“Diz.”
“Ele disse que foi só dessa vez e já está que está esperando pela próxima.”
“Isso não é muito animador…”
“Também disse que para entender porque é ‘escolhida’, precisa ir para Adamant, Bhalzarfia e Kalkazia.”
“Interessante, você é mais do que uma herege então…”

A deusa sibila, dessa vez sem muito sarcasmo em sua voz. Klein retorna com o caldeirão e começa a preparar o guisado também com a expressão de uma criança tentando impressionar os adultos com o que sabe fazer.

“Escolhida? O que eu perdi?”

Zefferi está claramente confuso, então aproveitei que estamos todos aqui para contar minha experiência com a Morte.

“Entendi. Eu iria supor que foi uma alucinação causada pelo veneno se eu mesmo não estivesse no corpo de um elfo com uma deusa dragão logo ali.”
“O mundo de vocês era tão diferente assim?”
“Bastante.”

Alice respondeu por nós e concordamos, Alura deu de ombros e olhou o guisado que Klein prepara.

“Nosso plano original era ir para Adamant de qualquer forma, mas não acho uma boa ideia chegar perto de Bhalzarfia e Kalkasia.”
“Minha mãe é de Kalkasia, disse que é um lugar bonito onde vivem muitos humanos e todos são muito fiéis.”
“Por cima dos panos é mesmo pequena, mas aquele lugar tem uma igreja bastante opressora quanto a magia e ciências, principalmente ocultismo e alquimia. A corte também está cheia de intrigas de familia e ouvi dizer que vampiros são os verdadeiros donos do lugar.”

“Nossa! Parece uma mistura de séries populares.”
“Adorei! Só faltou zumbis.”

Então ela gosta de séries, não sabia…

“Zumbis… Verão muitos em Bhalzarfia. Aquele lugar é uma terra maldita abandonada por nós deuses. Praticam artes obscuras como necromancia, hematomancia e até eromancia. É um lugar tão profano que demônios se materializam com facilidade e anjos que tem o azar de sobrevoar esta cidade são capturados com ganchos e redes para ser corrompidos, escravizados ou sacrificados.”

Até Alura falou com temor…

“Meu pai é de lá.”

Isso, de algum modo, não é surpresa.

“Mas a música de lá é ótima, um renascido inventou algo chamado que chamou de Metal.”
“Mas e Adamant? Como é lá?”
“É a maior cidade da superfície desse continente, habitada principalmente por draconianos, está crescendo graças ao comércio portuário e a proteção do antigo e do novo rei.”

Dois Reis?
Zefferi viu a confusão em meu rosto e continuou.

“O antigo rei foi um aventureiro aposentado que protegeu o lugar, o atual é um dragão prateado.”
“Nossa! Um dragão protegendo a cidade!”
“Seyvonir, me lembro dele. É Psionico e tão orgulhoso que só fala através da mente de um servo.”

Orgulho parece ser algo comum entre dragões, aquele demônio deveria escolher um deles invés de mim.
[ Impossível. O poder dos demônios está equivalente com os dragões e deuses. ]
Então… Espero não ter problemas com outros dragões, demônios e deuses…
.
.
.
É óbvio que vai acontecer, mas pelo menos tô tentando pensar positivo!

*****
Se isso não foi postado na data certa, é porque estava sem Internet.

Capítulo 33 – A Deusa Percebe Seu Erro

Estou correndo para dentro da mata sem direção, mas logo precisarei voltar e acordar Zefferi, antes que…

“Encontrei você.”
“Kyaaaaah!”

A dríade na árvore a minha frente estava com olhos azuis brilhando, a voz dela era igual a voz da Alura.

“Toda essa floresta é meu domínio, esta hamadríade é fraca de vontade e fiel a mim”
“Eu não sei porque me explicou, mas obrigado!”

Eu corri para outra direção e fui encurralada por três pequenos homens-lagartos que apareceram do nada como se estivessem invisíveis antes.

“Esta é a Floresta de Syr, o Jardim de Alura. Todos Syranos pertencem a mim de corpo e alma.”

Os três falaram ao mesmo tempo assustadoramente!
Estou sozinha e cercada, até as árvores são venenosas e estão se dobrando sob sua vontade!
Se eu pudesse usar magia para controlar o veneno também…

Estranho, geralmente é nesse momento que Análise diria que posso usar.
[ Magia de Veneno ainda não foi criada ]
Eh?!! Sério?!! O que ela tá fazendo então?!!

“Garota, você está cercada e prestes a morrer, porque está fazendo caretas aí parada?”
“Desculpe eu me distraí!”

Os servos de Alura param por um momento refletindo a indignação dela, neste momento aproveitei para passar por cima de um dos baixinhos e correr para direção da caverna onde está Zefferi.

“É inútil correr herege.”
“Waaaaaaaah!”

Dessa vez a própria dragoa está na minha frente, o seu olho atingido pela flecha estava curado, me viro para olhar e atrás de mim estão as criaturas venenosas da floresta me cercando com olhos brilhando em azul, alguns homens-lagarto abriram duas cristas como leques avermelhados igual aquele filme de dinossauros.

Ela está brincando comigo como um gato que pegou a presa, já poderia ter acabado em um segundo cuspindo fogo, não entendo porque se dar ao trabalho de fazer tudo isso.

Eu me lembro da grama azul então me esforço para fazer flores semelhantes a ela, esfrego as pontas das flechas nas flores e antes de atacarem eu atiro!

“Funcionou!”
“Você é bem rápida para uma dríade. Então vamos ver se aguenta isso.”

Ela manda várias criaturas atacarem ao mesmo tempo me impedindo de mirar com precisão e usar o sonífero, me obrigando a desviar e atirar sem cuidado, perdi algumas flechas nisso.

Eles fecharam o cerco, estou entre a boca do dragão e a ponta das espadas, não tenho mais para onde correr.
Então eu pulo, corro pelas árvores na copa!
Sou um gên–

“Achou que eu não tinha pensado nisso?”

São um tipo diferente de homem-lagarto controlados por Alura, com uma crista e rabos longos que usam como quinto membro igual um macaco-prego.
Pense Maggie! Pense!

Olhei pra baixo e ví um dragonete espreitando, não está sendo controlado então talvez não seja venenoso.
Olhei para os lados procurando solução melhor e não vi, então vai ser isso mesmo…

“Geronimoooooooo!!”
*raaaawr?!*

Ele rugiu surpreso quando cai nas suas costas e agarrei pelos chifres convenientemente curvados para trás como um gidão. A cabeça é como de um dragão, mas o corpo lembra um lobo escamado (o que não amorteceu muito bem minha queda) e ele está bem agitado tentando se libertar e me pegar com a boca. Eu soquei ele na cara e quase perdi um braço na mordida!

“Hey! Para! Calma aí!”

As criaturas da floresta, controladas ou não, ficam estagnadas vendo uma Kintra como eu fazendo um rodeio com um Dragonete que corre e pula sem parar me levando na direção de onde vim!
Ele para quando vê a dragoa me encarando com surpresa e incredulidade.

“Você tentou domar esta besta para me enfrentar?”
“Não, eu só li num livro! O cara montou no bicho, deu uma porrada e tomou o controle!”
“Não sei se é louca, mas sei que é mentirosa e por isso deve m…”
“Paaaaaaaara!”

Nos viramos para direção do grito e vimos uma pequena menina Goblin, ainda mais minúscula a distancia.

“Parem por favor! Maggie é nossa amiga e… Alura é nossa deusa! Vocês não podem brigar assim!”
“Minha criança, esta herege…”
“Senhora Alura por favor! Deixe ela viva, Maggie nunca disse que era você!”
“Isso aí verdade!”
“Calada herege, está criança é sua única e última chance, pois sou misericordiosa.”

Caramba! Obrigado! Você é muito misericordiosa!
[ Suas palavras na condizem com  a emoção que está sentindo, isto é sarcasmo? ]
Eu suspiro e confirmo.
[ Informação adicionada ao arquivo “Szalbar” ]
A menina continuou seu discurso após o movimento da cabeça escamosa de Alura.

“Senhora Alura, por favor entenda, não é culpa da Maggie. Nós pensamos que ela era você, nos perdoe.”
“Por que me confundiram com essa… Planta?”

Isso fitofobia, sua deusa racista!

“É…”

A menina olha para os mais velhos, o vovô goblin confirma com a cabeça.

“Ela é verde. E rastejou como uma cobra.”

Neste momento, eu e todos que não são goblins falamos a mesma coisa ao mesmo tempo:

“Que?!”
“Isso é sério? Adeus, eu estou voltando pra dungeon!”
“Eu posso ir com você?”
“Hey! Goetia! Alice! Não me abandonem assim!”

A dragoa para elas com a cauda, seu olhar severo é entendido pelas duas.

“Criança acolhida por meu domínio, não tem nenhum motivo mais…”

Ela parecia buscar palavras menos difíceis, afinal é uma Goblin, ainda não cima é uma criança.

“Uma coisa mais importante para ter enganado vocês?”
“Bem… Ela é venenosa e… Ela comeu carne de ‘wyvi” é… É gentil, muito esperta e bonita. Eu sempre ouvi que você senhora Alura era uma deusa boa, inteligente e bonita, eu queria ser como você quando crescer, mas agora parece que não era verdade o que ouvi…”

A menina abaixou a cabeça, vi o olhar da deusa-dragão mudar, parecia que ela se sentiu surpresa e culpada.

“Se a senhora Alura é uma deusa cruel… Me perdoe, mas… Eu prefiro ser como a Maggie.”

Todos nós arregalamos os olhos, os pais da menina tomaram a frente e pediram perdão, se ajoelhando e venerando a Alura que permanecia parada sem acreditar no que acabou de ouvir.
Ferrou! Ela se virou pra mim, eu levantei meus braços indicando que não queria lutar.

“Abaixe seus braços, está ridícula tentando parecer maior.”
“É isso que significa aqui? Desculpa, no meu antigo mundo significava que não quero lutar”

A cabeça de escamas esmeraldas se aproximou em um movimento rápido, o Dragonete em que estou montada está acovardado como um rato na frente de uma cobra. Ela me olha procurando algo e sibila com a língua bifurcada encostando no meu rosto.

“Entendi agora… Você é uma renascida, mas não tem o gosto de uma mentirosa Magneria Hiska.”

Se era só fazer isso, podia ter feito antes…

“É… Eu tentei dizer que não foi de propósito…”

Ela suspira e seu olhar servero parece mais relaxado.

“O que vou falar pro meu pai? Depois desse teatro todo, ainda não consigo lidar com mortais direito…”
“Então… Eu não vou morrer?”
“Vai. É por isso que se chamam mortais. Só não vou te matar.”

O tom casual e um pouco sarcástico não condiz com a imagem imponente, olhei os outros e ninguém tá entendendo nada.

“Como posso explicar…”

Ela pensa um pouco e acha a resposta.

“Nós dragões temos que manter a nossa imagem sabe? Mas essa menina me mostrou que eu tava fazendo errado como deusa.”

Alura acariciou a menina Goblin e ela ficou super feliz, os outros também pediram carinho até Alura os olhar com o olhar severo novamente e pararem repentinamente.

“É… Então, já que não vai matar a Maggie, tem um cara ali envenenado. Pode curar ele e deixar a gente ir?”

Alura vira os olhos ao ouvir Goetia, acho que como deusa ela deve receber pedidos assim toda hora, a curandeira saiu da caverna gritando que Zefferi havia piorado, viu Alura, gritou como uma adolescente fã de ídolo pop e desmaiou feliz.
Acho que não é a toa que as palavras “fã” e “fanático” tem a mesma origem…

“Zefferi está envenenado? Seus… Por que não disseram antes?”

Alura foi envolvida por uma energia brilhante e não pude ver o que aconteceu, quando abri os olhos vi uma garota com traços asiáticos da minha altura com pele verde, flores venenosas no cabelo e rabo de cobra igual uma lamia. Agora até que faz sentido o que a menina falou…

“Me levem até ele.”

Rastejando Nas Profundezas

No subterrâneo naestriano, na sua camada mais profunda antes de chegar ao manto de lava que separa a crosta do centro, estão enterrados os corpos de deuses antigos e esquecidos. Suas consciências permanecem sussurrando em sonhos daqueles que habitam a superfície, com o objetivo de tornar-se egregoras poderosas o suficiente para tomar este mundo novamente e eliminar os novos deuses.

Mas nenhum povo em Naestria os viu tão claramente quanto os svartálfar, que vivem nas ruínas de antigos povos cercados de imagens e ídolos de tais deuses. Muitos ocultistas, clérigos corrompidos, arautos e anti-paladinos habitantes da superfície dariam mais do que sangue pra encontrar essas ruínas e ressuscitar estas entidades, seja em busca de poder ou seja como seus servos.

Entre os svartálfar, existem aqueles que vão mais fundo nas cavernas e talvez até encontrem algo além de imagens, mas os pouco que voltam vivos perderam toda sua sanidade e riem histericamente até morrer sem ar ou sofrem de um profundo desespero dizendo que estão sendo perseguidos, fugindo para superfície, se matando ou sumindo sem deixar rastros.

Também houveram aqueles que voltaram ainda sãos, mas se tornaram calados e introvertidos, mesmo para os padrões svartálfar, tendo também vidas curtas onde ou se tornam aventureiros ou morrem pelo excesso de álcool ou fungos tentando esquecer o que viram.

As únicas constantes na vida daqueles que alguma vez em sua vida já presenciaram a ação de um deus antigo são o horror, o desespero e a insanidade.
O caos domina a mente daqueles fracos de vontade, suas mentes não resistem e caem no abismo sem fim daqueles buscavam o conhecimento, mas encontraram o horror.

Mas então, por que os svartálfar continuam a viver num lugar horrível perto de seres ainda mais horríveis?
Porque não têm outra escolha. Seus corpos que antes eram “vazios” foram preenchidos lentamente pela energia caótica e ancestral destes deuses, os tornando ligados à eles de forma que nem mesmo os abissais ou os habitantes das profundezas submarinas jamais foram.

Os nomes nunca são falados e novas imagens jamais são feitas, mas cada homem, mulher ou criança dos feéricos decaídos já viu e ouviu em algum momento as palavras atormentadoras dos deuses mortos do passado. Aqueles que ousaram os desafiar ou tentaram buscar ajuda ou simplesmente tentaram os descrever e contar seus nomes morreram da forma mais horrível conhecida pelos naestrianos.

Quando você está sob domínio de um deus antigo e faz algo que o desrespeita, ele mandará uma entidade menor cujo a presença maligna pode ser sentida mesmo pelos mais céticos e insensitivos e causando enjoo e espasmos nos mais sensitivos, esta coisa invisível irá fazer o condenado pelos antigos morrer se afogando na gosma negra que sai de sua boca, olhos, ouvidos e nariz enquanto grita desesperadamente em um horror mais profundo e antigo que o medo da morte até que não consiga mais gritar com tanta gosma em sua garganta e enchendo seus pulmões, alguns até dizem que é o próprio cérebro do condenado derretido.
Logo que concluída sua missão, o algoz se vai deixando o horrendo cadáver para trás junto das testemunhas horizadas, um aviso para que não se metam nos assuntos dos deuses antigos…